A estratégia que é colaborativa, prática, mensurável e mutável

Atualizado: há 6 dias

Desdobrar missão, visão e valores e inseri-los no cotidiano das pessoas da equipe é fundamental para desenhar modelos de negócio que resolvem problemas reais do mundo


“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. E tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.” A frase é do clássico "A arte da Guerra", escrito em torno de 500 a.C. pelo general chinês Sun Tzu. E embora o mundo tenha mudado MUITO de lá para cá, ela continua valendo: se você tem uma estratégia de negócios desenhada só no papel, mas que não é aplicada no operacional do dia a dia, você pode até alcançar algum resultado. Mas se você simplesmente não tem qualquer estratégia, as dificuldades serão praticamente intransponíveis.


Porém, vale ressaltar: no mundo de transformações exponenciais que a gente vivencia hoje, agilidade é palavra de ordem da transformação. É preciso mudar de forma rápida e certeira para se adequar a um cotidiano cada vez mais digital. Portanto, garantir que a estratégia está alinhada ao problema real do mundo que seu negócio resolve, é compreendida pela equipe e vivenciada no dia a dia, além de mensurar se ela está alcançando os resultados planejados, é fundamental para qualquer negócio que quer se manter relevante na sua entrega de valor para a sociedade. Mas, ao mesmo tempo, é um dos maiores desafios atuais.

Por isso mesmo a estratégia é uma das cinco dimensões da mandala de modelos de negócio da FOURGE. Nesse aspecto, o primeiro passo do nosso time de hackers ao avaliar a estratégia de uma empresa é um exercício de observação em busca de resposta para as seguintes questões:


- Quais pessoas foram envolvidas na construção da estratégia?

- Qual a profundidade e intensidade desse envolvimento?

- O quão nítido é o caminho para o futuro proposto por essa estratégia?

- Quem participa de projetos estratégicos, quem lidera esses projetos e como isso se relaciona com os cargos destas pessoas?


"A gente precisa, primeiro, entender se a estratégia que existe lá, com missão, visão e valores escritos num quadro na parede ou num livro na gaveta de alguém da diretoria, teve a participação da equipe na construção. Isso é fundamental para colocar essa estratégia na prática diária. As pessoas precisam se ver ali, entender qual é o papel de cada um na entrega", explica Eduardo Lopes, o Duda, líder de comunicação e produtos da FOURGE.


Nessa dimensão, também é avaliada a forma como a estratégia se relaciona com o senso de propósito do negócio, com a dor do mundo que ele resolve. "Essa estratégia está alinhada ao que a empresa entrega de valor para a sociedade? Em muitos lugares não existe essa nitidez entre as lideranças, imagina entre as equipes", comenta Duda.


Indicador além do número


Para que a estratégia esteja presente no dia a dia das pessoas, também é fundamental criar indicadores estratégicos, táticos e operacionais, que desdobram o planejamento em prática diária e permitam mensurar se os resultados estão, de fato, sendo alcançados. Todo esse processo, mais uma vez, precisa ser feito com o envolvimento das pessoas.


"Nessa fase a gente cria uma série de rituais colaborativos diários para que essa estratégia e esses indicadores façam sentido para quem os utiliza. Eles deixam de ser só um número, as pessoas sabem de onde eles vêm e como usá-los para garantir a melhor entrega", destaca Duda.


E o especialista da FOURGE deixa bem claro: esses indicadores não são estáticos. Eles podem servir, inclusive, para mostrar que algo não está indo de acordo com a estratégia e que, por isso, é necessário rever o modelo de negócio, criando um que responda aos anseios de todas as pessoas envolvidas e entregue, de fato, valor para o mundo.


Portanto, estratégia é coisa para se revisar. Ela não é estática, imutável, eterna. E por isso mesmo é que ela precisa ser construída e praticada com o envolvimento real das pessoas. Só assim cada uma delas conseguirá responder “pra que serve o que eu faço todo dia?”.


E se isso estiver nítido pra sua equipe, estará nítido para a sua empresa cliente, que vê sua dor solucionada pelo valor que você entrega cotidianamente.


Leia também:


O modelo de gestão que conecta pessoas ao propósito do negócio


Descrição da imagem: caderneta de anotações e canetas sob uma mesa de madeira.

#estrategia

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