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Qual a cultura emocional da tua empresa?



Você já ouviu falar de cultura emocional? Recentemente a @Clarice descobriu essa terminologia através deste artigo no blog da IDEO - agência de design internacional  - que ela então traduziu para compartilhar com a gente. 


As emoções afetam tantas partes do trabalho, da colaboração até a tomada de decisão, motivação e comunicação entre funcionários e gerentes. Mas na cultura de trabalho norte-americana - e que seguimos tanto no Brasil - ser "emocional" pode ser visto com maus olhos. Existe uma interpretação prejudicial de que expressar seus sentimentos é uma atitude não profissional ou distante do ambiente de trabalho. 


A designer organizacional Mollie West Duffy não acredita nisso. "Ao ignorar os nossos sentimentos no ambiente de trabalho, nós passamos por cima de dados importantes e arriscamos erros que seriam possíveis de prevenir", ela afirma. "Nós enviamos e-mails que causam uma ansiedade desnecessária, falhamos em tornar o trabalho algo significativo e estamos mais propensos ao burn out."


No mês passado, West e Liz Fosslien lançaram o livro No Hard Feelings: Emotions at Work and how They Help Us Succeed (não disponível em português), que defende fazer bom proveito das suas emoções para impulsionar sua carreira. "A maioria de nós nunca aprendeu como realizar isso na esfera profissional, muito menos admitir o quanto os sentimentos importam no trabalho," ela diz. A IDEO Anna Moore Silverstein conversou com Mollie para entender mais sobre. 



O que te inspirou a escrever este livro? A inspiração para este livro veio do fato de que quando eu e Liz começamos no nosso primeiro emprego, nós pensávamos que profissionais não falhavam, não discutiam e, certamente, não sentiam. Mas nós rapidamente percebemos que esse pensamento não era apenas irreal, ele estava atrapalhando o nosso senso de sucesso e de realização no trabalho. Nossa meta quando começamos a pesquisar para escrever o "No Hard Feelings" foi entender melhor nossas próprias emoções - quando elas são úteis e quando apenas atrapalham? Podemos moldá-las para modificar como experienciamos o dia a dia no trabalho?


Você poderia explicar o conceito da cultura organizacional emocional? A cultura emocional é como e até que ponto funcionários de uma organização expressam seus sentimentos no trabalho. Todo escritório tem uma cultura emocional, mas são poucas as organizações que efetivamente conversam sobre suas "normas emocionais". A cultura emocional afeta no quanto nós gostamos do nosso trabalho, o quão estressados podemos nos sentir, e nossa habilidade para performar bem.


Para instantaneamente ter um insight da cultura emocional de um escritório em particular, o professor na Wharton Business School, Adam Grant, sugere que você peça a um funcionário o seguinte: "me conta uma história sobre algo que só aconteceria aqui". 

Por exemplo, no escritório da IDEO em Nova York, nas quintas-feiras os almoços são dedicados para “Make(believe) time” (Momento do Faça Acreditar, em tradução livre). Atividades criativas como pintar com os dedos, escrever poemas haiku em coletivo, e desenhar vendado ajudam os funcionários a se sentirem brincalhões. 


Você também pode procurar por pistas mais sutis que indicam que tipo de emoções são aceitáveis num determinado ambiente de trabalho. Os funcionários se sentem mais confortáveis expressando frustração ou alegria? Têm lencinhos de papel nas salas de reunião - o que pode indicar que é okay chorar? É legal responder a e-mails com um GIF engraçado de gatinho? 


Porque a cultura emocional importa tanto? Quando nos sentimos apoiados e motivados por nossos colegas, nós ficamos mais felizes, produtivos, e queremos ficar por perto por mais tempo. Nós também ficamos mais saudáveis e conseguimos lidar melhor com o estresse relativo ao trabalho. E quando nossos gerentes respondem aos nossos erros com paciência ao invés de raiva, nós confiamos mais


Como uma designer de organizações, você ajuda pessoas a desenharem e escalarem mudanças nas suas empresas, e isso pode ser desafiante. Como você lida com as emoções dos seus clientes? Algo que comentamos bastante dentro da IDEO é que "mudar é lindo". Mas mudar também é desconfortável e pode ser uma montanha russa de emoções.


Para ajudar com essa jornada emocional, nós tentamos ter um momento semanal de checagem. No meu último projeto, toda sexta-feira nós tínhamos uma retrospectiva que incluía a equipe do cliente. Nós pedíamos para todos se espalharem e compartilharem uma coisa que deu certo, uma que eles gostariam de mudar e o sentimento geral deles em relação a aquela semana. Isso nos ajudou para que todos nós dividíssemos nossos sentimentos em um tempo propício e dedicado para isso, o que fez parecer menos estranho.

Eu também tenho precisado trabalhar as minhas próprias emoções junto dos clientes. A minha tendência é ser "under-emoter", o que significa que eu processo meus sentimentos sozinha (você pode fazer o teste, em inglês, de tendência de expressão emocional para entender se você é um "over-emoter" ou "under-emoter"). Então eu estou tentando me abrir mais rapidamente. Eu procuro verbalizar o quão animada me sinto em relação a algum projeto ou time, para ajudar a elevar a energia do grupo. Também tenho tentado verbalizar quando me sinto sobrecarregada e preciso de ajuda. É um processo contínuo!


Existem outras práticas que você recomendaria para ajudar uma empresa a construir uma cultura emocional saudável? Ter consciência é uma poderosa ferramenta de comunicação. Muitos CEOs entrevistados pelo colunista do New York Times, Adam Bryant, criaram "manuais do usuários" ou guias de "como trabalhar comigo"  para facilitar a colaboração. É uma das melhores maneiras de antecipar potenciais maus entendidos - ou chateações. Para alcançar o mesmo com a sua equipe, Adam recomenda separar uma hora para responder às questões abaixo. 


O que todos deveriam saber sobre você: 

O que são algumas verdades honestas sobre você?

O que te incomoda muito?

Quais são as tuas particularidades?

Quais qualidades que você super valoriza nas pessoas quando trabalham contigo?

O que as pessoas podem entender mal sobre você ou algum comportamento teu que seria melhor esclarecer antes?

Como trabalhar contigo:

Qual a melhor forma de se comunicar com você?

Que horas nós queremos trabalhar juntos? Onde e como queremos trabalhar (na mesma sala, em que modelo de reunião, com quais compartilhamentos de arquivo, etc)?

Quais são as nossas metas para este time? Quais são as nossas preocupações?

Como iremos fazer decisões? Que tipo de decisões precisam do consenso de todos? Como iremos trabalhar com o conflito?

Como queremos dar e receber feedbacks (individuais um a um, em grupo, informalmente, num momento específico da semana)? 


Para mim, responder essas questões revelou que eu me abro para as pessoas aos pouquinhos. No momento em que me conhecem de verdade, eu penso que vão me achar aconchegante, generosa e até mesmo brincalhona. Mas, num primeiro momento, eu posso parecer mais reservada ou séria. Para a Liz, essas perguntas ajudam ela a mostrar que ela adora trabalhar sozinha e focada. Para pessoas que gostam de trocar e-mails ou mensagens frequentemente, o comportamento dela pode parecer antissocial, mas ela é alguém que precisa "abaixar a cabeça e trabalhar" - e essa troca de atenções minava a produtividade dela. 


Exercícios desse tipo facilitam para as pessoas serem honestas desde o início, e já estipula um estilo emocional para o seu time. Ao compartilhar isso desde o início, você pode tornar mais fácil conhecer as pessoas como elas estão, e preparar o terreno para compartilhar emoções e preferências durante o processo. 



Artigo original escrito por ANNA SILVERSTEIN & MOLLIE WEST DUFFY: https://www.ideo.com/blog/turns-out-emotions-do-belong-in-the-workplace-heres-why

Talk no Google sobre (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=nkuVHt1cc_8


Publicado em 26/fevereiro de 2019 no blog www.ideo.com 

Tradução: Clarice Nilles

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