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Produtos digitais não começam na tecnologia. Começam no problema

  • camilagalvez24
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Ou como produtos digitais bem construídos se tornaram o principal ponto de troca entre marcas e pessoas e por que entender isso define quem escala, quem se sustenta e quem fica pra trás


Há muitos conteúdos sobre produtos digitais na internet, a gente sabe. Por que você deveria ler este então? Explico: a maioria dos que existem falam sobre tecnologia, stacks, ferramentas ou tendências. Na FOURGE Tech, preferimos começar de outro ponto. O ponto onde o digital realmente acontece: na vida das pessoas. E não estamos só falando desse conteúdo.


“Quando pensamos em produto digital, estamos nos referindo a qualquer coisa que um usuário consuma de maneira recorrente ou única”, explica Sofia Pantaleão, product owner da FOURGE Tech. “A lógica é a mesma de um produto não digital. A diferença é que a experiência acontece no ambiente virtual.”



Produtos digitais não começam na tecnologia

Esse deslocamento de olhar muda tudo. Produto digital não é software pelo software. Não é sistema de apoio interno. Não é projeto com início, meio e fim. Produto digital é aquilo que gera relação, hábito, troca e valor ao longo do tempo. Ou seja, é digital, mas é sobre pessoas.


Um dos erros mais comuns no mercado é tratar produtos digitais como projetos de TI tradicionais. Nesse ponto, a Sofia faz uma distinção nítida. “Um produto possui uma natureza evolutiva. Ele se transforma e se aprimora ao longo do tempo. Um projeto, por outro lado, tem um escopo definido, cronograma, metas, e um fim.”


Essa diferença explica por que tantos produtos falham após o lançamento. Segundo pesquisas da McKinsey e da Harvard Business Review, mais de 70% das iniciativas digitais não atingem os resultados esperados justamente por serem pensadas como entregas fechadas, e não como sistemas vivos em evolução contínua.


Na FOURGE Tech, produto nasce com a consciência de que vai mudar. “No produto digital, você testa, aprende, evolui, remove funcionalidades se for necessário. O escopo não é fechado. Ele responde ao comportamento real do usuário.”


Virada histórica


Os produtos digitais ganham força quando as empresas deixam de enxergar a tecnologia como suporte e passam a tratá-la como estratégia. Esse movimento começa com a popularização da internet, se consolida com o e-commerce e explode com plataformas nativas digitais. “Empresas como Amazon, Netflix e Nubank mudaram a relação com o consumidor porque passaram a se conectar diretamente com ele”, lembra Sofia. “No ambiente digital, cada clique pode ser analisado. Isso muda completamente a tomada de decisão.”


A pandemia da Covid-19 acelerou esse processo. O que antes era diferencial virou sobrevivência. Hoje o digital é o principal ponto de contato entre marcas e pessoas. A vitrine deixou de ser o endereço físico. Passou a ser o ranqueamento, a experiência e a recomendação. “A vitrine da tua empresa hoje não é mais o melhor prédio do centro da cidade. É estar bem ranqueado no Google e ter pessoas falando bem do teu produto.”


A tal da experiência


Empresas buscam produtos digitais porque querem escala, eficiência e diferenciação. Mas esses objetivos não vêm da tecnologia em si. “Se você não tem uma relação digital bem estruturada com seus clientes, não tem como buscar escala. A propaganda do negócio hoje são as pessoas falando do teu produto”, diz a especialista da FOURGE Tech.


Pesquisas de mercado reforçam esse ponto. Estudos da Bain mostram que produtos digitais bem avaliados por usuários têm taxas de crescimento até três vezes maiores do que concorrentes com experiências medianas. A recomendação se tornou o principal motor de crescimento. Isso exige escuta ativa. “Você pode investir muito em uma funcionalidade que ninguém quer. Eficiência e diferenciação vêm de ouvir o usuário e evoluir o produto a partir disso”, garante Sofia.


Sucesso x fracasso


Usabilidade é só o começo. Para Sofia um produto digital é bom quando atende às reais necessidades do cliente e entrega um valor que justifica o preço cobrado. E isso exige foco. “Quem tenta agradar a todos, não agrada a ninguém.” Escolher o público certo, a dor certa e comunicar isso de forma nítida é o que sustenta o negócio no longo prazo.


Muitas empresas falham não pelo produto em si, mas pelo desalinhamento entre produto, marca e comunicação. “Às vezes o problema não está no produto, mas no posicionamento e no público para quem ele está sendo comunicado”, alerta a product owner. 


Esse é um princípio central na FOURGE Tech. “De nada adianta começar pensando no que você quer entregar. É preciso entender a dor real do cliente”, reforça Sofia.


Como a gente te ajuda nessa?


Por aqui, o processo de desenvolvimento de produtos digitais começa com pesquisa, conversa e validação. Só depois vêm processos e tecnologia. “Se inverter essa ordem, a chance de colocar no ar algo que ninguém precisa é muito alta”, destaca a especialista.


E, pra gente, lançar o produto não é o fim. É o começo. “Esperar ter o produto pronto é a estratégia mais arriscada. É preciso fasear, testar, ajustar e evoluir.”


Produto digital bem-sucedido entra na rotina das pessoas. E isso só acontece quando ele resolve um problema real, comunica bem seu valor e se mantém vivo. Independentemente da tecnologia que venha depois.


Quer ajuda pra desenvolver um produto digital pro teu negócio?



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