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Quem é você na Saúde do futuro?

  • camilagalvez24
  • 11 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Como o setor está se transformando e por que 2026 será o ano em que prevenção, valor e tecnologia finalmente se encontram


O Brasil está envelhecendo rápido. Em apenas dez anos, teremos mais idosos do que crianças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, com isso, vem um dos grandes desafios de sustentabilidade do setor de Saúde: o aumento explosivo dos custos assistenciais. Hoje eles crescem, em média, o dobro da inflação geral. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já sinaliza que, nos últimos anos, as operadoras de Saúde convivem com despesas recordes, impulsionadas por crônicos, judicialização e aumento da dependência dos serviços hospitalares.


Mas esse não é apenas um problema de matemática. É um problema de modelo.


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A lógica tradicional, que é reativa, fragmentada, orientada ao procedimento e não à pessoa, já não sustenta mais o setor. Ao mesmo tempo, ela cria um abismo entre o que as operadoras de Saúde precisam entregar e o que os beneficiários realmente esperam.


O futuro da Saúde não é um mistério: ele será preventivo, longitudinal e baseado em valor. Ou simplesmente não será.


E a pergunta que toda organização deveria fazer hoje é: “Quem é você na Saúde do futuro?”


Da doença para a saúde

Como explica a Dora Fraga Vargas, gerente de projetos da FOURGE Tech, o setor vive uma virada histórica: “O modelo reativo não é mais sustentável. Precisamos entregar cuidado em saúde no lugar de resposta a doenças. Essa mudança de perspectiva coloca o Sistema de Saúde olhando, de fato, para a saúde das pessoas”


Essa virada é mais profunda do que parece. Ela exige que as organizações deixem de ser “gestoras de risco financeiro” e se tornem gestoras de saúde populacional. Exige dados, integração, pertinência, gerenciamento ativo, coordenação e, sobretudo, visão sistêmica. É exatamente aqui que o conceito de Cuidado Baseado em Valor (Value-Based Care) emerge não apenas como tendência, mas como estratégia de sobrevivência.


Autocuidado assistido

O autocuidado assistido é uma tendência crescente no mundo e coloca as pessoas como protagonistas da própria saúde. Mas não de forma solta, romântica ou ingênua: é autocuidado com suporte inteligente, alimentado por dados, personalização em escala e tecnologia que aproxima, não distancia.


A Dora resume bem: “Autocuidado assistido é a ponte entre ‘eu sei o que preciso fazer’ e ‘eu consigo fazer e não estou sozinho’. Quanto mais personalizado é o suporte, maior a aderência, e personalização só é possível com dados e inteligência.”


A tecnologia não substitui profissionais. Ela aumenta a capacidade dos times por meio da organização de rotinas, identificação de riscos precoces e automatização de tarefas repetitivas. E ainda libera tempo para o que realmente importa: o cuidado que só o humano pode entregar.


O que aprendemos na prática

Tudo isso não é apenas uma reflexão ou um desejo do mercado, mas está acontecendo agora, na prática. A FOURGE, por meio da nossa vertical FOURGE Tech, lidera hoje projetos de cuidado longitudinal e modelos populacionais que acompanham pessoas do início ao fim das suas jornadas de Saúde.


E, nos bastidores desses projetos, um padrão fica nítido:


  • Funciona quando existe multidisciplinaridade.

  • Funciona quando o dado guia a decisão.

  • Funciona quando o modelo é estratégico, não apenas assistencial.

  • Funciona quando tecnologia e pessoas trabalham juntas.

  • Funciona quando toda a instituição muda com o modelo.


E o que não funciona?


Implantar VBHC como “projeto bonito” isolado no organograma. Sem cultura, sem governança, sem tecnologia e sem alinhamento de incentivos. Afinal, valor em Saúde não é departamento, mas sim uma lógica de negócio. E personalização não é artesanal: precisa ser inteligente pra dar certo, como a Dora faz questão de enfatizar. “Ainda existe o medo de que personalizar o cuidado seja caro, lento e inviável. Na prática, tecnologia e dados tornam justamente o oposto possível”, explica nossa especialista.


Ela destaca que a tecnologia permite o que antes era mais difícil de se obter nas operadoras de Saúde, por exemplo: 


  • Segmentação de risco automática,

  • Planos de cuidado baseados em evidências,

  • Apoio contínuo via aplicativos e plataformas,

  • Monitoramento ativo,

  • Alertas precoces;

  • Integração de múltiplas equipes.


Os desafios da transição

Migrar para o longitudinal muda tudo: política de incentivos, modelo assistencial, data lake, integração, governança, rotina dos times e a forma como a organização enxerga valor.


Mas a Dora deixa claro: não é uma mudança (só) tecnológica, mas sim humana. “Acredito no poder das pessoas. A transformação real acontece quando profissionais, lideranças e equipes se reconhecem como agentes de valor. Quando isso acontece, o cuidado deixa de ser apenas uma resposta à doença e passa a ser um compromisso com a vida.”


Esse deve ser sempre o coração do modelo. E aqui na FOURGE (e na nossa vertical FOURGE Tech, que une negócios e tecnologia) não trabalhamos com teoria. Trabalhamos com implementação, por meio de squads integradas e construção conjunta dentro das operadoras de Saúde, tendo sempre como norte esse core business. O nosso papel é criar as condições para que o modelo de valor exista na prática, todos os dias, em escala e com resultados tangíveis:


  • Estruturamos jornadas completas de cuidado.

  • Organizamos times multidisciplinares.

  • Construímos produtos digitais que tornam tudo escalável.

  • Integramos operações, dados e processos.

  • Preparamos equipes, lideranças e governança.

  • Desenhamos e implementamos modelos assistenciais orientados a valor.

  • Implantamos estratégia de gerenciamento ativo de cuidado.


E, mais importante: fazemos isso lado a lado com o cliente porque a transformação real não acontece de fora. Ela acontece junto.


Hoje, nossos projetos já impactam milhares de pessoas, redes inteiras, cooperativas, hospitais e operadoras que escolheram dar os primeiros passos em direção ao futuro. Um futuro que, acreditamos, sabemos e ajudamos a construir de forma mais sustentável, mais equilibrada e mais humana.


A pergunta não é mais se o setor vai mudar. A pergunta é: quem você quer ser na Saúde do futuro? E nós podemos te ajudar a responder.



 
 
 
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