Reforma tributária e tecnologia: menos risco, mais controle
- camilagalvez24
- há 1 hora
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Nova reforma tributária muda regras, sistemas e rotinas, mas, com a tecnologia certa, também abre espaço para mais eficiência, previsibilidade e inteligência de negócio
Janeiro de 2026 marcou o início de uma das maiores transformações tributárias da história recente do Brasil. A Reforma Tributária começa a sair do papel e entra na rotina das empresas. E, como toda grande mudança estrutural, não acontece de forma linear nem simples.

Durante os próximos anos, especialmente nesta fase de transição, empresas vão conviver com tributos antigos e novos, layouts diferentes de notas fiscais, regras em ajuste constante e um volume de exceções que aumenta o risco operacional. O problema não está apenas na legislação em si, mas no impacto direto que ela gera nos processos, nos sistemas e nas decisões do dia a dia. Ou seja, nas pessoas.
Segundo Maicol Kessler Fernandes, especialista da FOURGE Tech em tecnologia aplicada à área fiscal, o maior risco agora é a combinação entre complexidade e improviso. “Durante a convivência entre os modelos antigo e novo, existe um risco real de duplicidade, inconsistência de registros e erros na emissão de notas fiscais, principalmente se os sistemas não estiverem corretamente preparados e parametrizados”, explica.
Menos planilha, mais automação
É nesse ponto que a tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser protagonista. A automação de processos fiscais se torna essencial para reduzir erros manuais, ganhar agilidade e manter conformidade contínua.
Automatizar cálculos, preenchimento de campos e validações antes da emissão das notas fiscais reduz drasticamente falhas que, neste novo cenário, podem gerar retrabalho, penalidades e perda de controle. “Sistemas atualizados e parametrizados conforme as novas regras permitem que a empresa ganhe tempo e segurança, além de acompanhar mudanças regulatórias sem depender de ajustes manuais constantes”, destaca Maicol.
Na prática, algumas ferramentas se tornam críticas nesse momento. ERPs com módulos tributários robustos, plataformas de emissão de notas fiscais adaptadas ao novo layout, softwares de compliance tributário e integrações via APIs com órgãos fiscais passam a ser parte da infraestrutura mínima para operar com tranquilidade.
Integração não é luxo. É sobrevivência
Outro ponto central da Reforma Tributária é a necessidade de integração entre sistemas. Quando ERP, faturamento, contabilidade e plataformas fiscais conversam entre si, o retrabalho diminui, os dados ganham consistência e as decisões passam a ser baseadas em uma única fonte de verdade.
“Processos integrados reduzem erros por intervenção manual, aumentam a confiabilidade das informações e permitem uma visão unificada da performance fiscal”, explica Maicol. Isso impacta diretamente relatórios, auditorias, análises de custo e até decisões estratégicas de precificação.
Gestão fiscal em tempo real
A Reforma Tributária também muda a forma como os gestores precisam acompanhar seus números. Não dá mais para olhar para o fiscal apenas no fechamento do mês.
Tecnologia bem aplicada permite monitorar indicadores em tempo real. Dashboards dinâmicos, alertas automáticos sobre mudanças de regras e simulações de cenários ajudam empresas a antecipar impactos, testar decisões e ajustar rotas antes que o problema apareça.
Algumas métricas ganham protagonismo nesse novo contexto. Taxa de cancelamento de notas fiscais por inconsistências operacionais, tempo médio de emissão, custo tributário por produto ou serviço e projeções de carga tributária futura deixam de ser dados operacionais e passam a ser insumos estratégicos.
Oportunidade escondida na mudança
Apesar da complexidade no momento de transição, a nova estrutura tributária traz simplicidade e transparência com os novos impostos. Com a padronização da legislação em âmbito nacional, a previsibilidade na tributação se tornará uma aliada. Processos automatizados diminuem a burocracia, e o uso inteligente dos dados fiscais gera ideias valiosas para planejamento, competitividade e inovação. “Empresas que conseguirem estruturar bem seus dados fiscais vão usar essas informações não só para cumprir obrigações legais, mas para tomar decisões melhores de negócio”, afirma Maicol.
Olhando além de 2026, tecnologias como inteligência artificial, análises preditivas e até blockchain tendem a transformar o planejamento fiscal. Relatórios em tempo real, maior rastreabilidade e uma cultura orientada a dados deixam de ser tendência e viram prática.
Onde entra a FOURGE Tech
Na FOURGE Tech, a Reforma Tributária não é tratada apenas como um ajuste técnico, mas como uma transformação de processos e de mentalidade. O apoio vai além da parametrização de sistemas. Envolve entendimento de negócio, integração de dados, automação inteligente e visão estratégica.
A tecnologia certa não elimina a complexidade da reforma. Mas ela transforma risco em controle, obrigação em inteligência e transição em oportunidade. E é exatamente nesse ponto que a FOURGE Tech atua. Como parceira para atravessar 2026 e os próximos anos com mais nitidez, segurança e decisões melhores.
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