Rituais colaborativos como chave para engajar o time no planejamento estratégico


Lars Olsen, hacker da FOURGE, explica como envolver a equipe nessa etapa crucial para a construção do futuro de um negócio


O planejamento estratégico é uma das etapas mais importantes de um negócio que busca compreender como atuar no presente sem deixar de olhar, também, para o futuro. Essa capacidade de ver o amanhã é o primeiro dos seis sinais que são essenciais para o sucesso das organizações nos próximos anos, destacados pelo relatório "Business Futures 2021: Signals of Change", da Accenture.


Das lideranças de 18 países ouvidas na pesquisa, 82% afirmam que a habilidade de aprender com o futuro será fundamental para suas organizações. E, por isso, investem em tecnologias como analytics e inteligência artificial para extrair insights dos dados de suas operações. É claro que a ajuda da tecnologia é recomendada nesse processo. Mas sem clareza sobre onde se quer estar no futuro e os rumos que levarão a empresa até lá, pouco ou nada pode ser alcançado pela tecnologia.


Portanto, é preciso, primeiro, debruçar-se sobre o planejamento estratégico. E, nesse caminho, não adianta apenas emprestar do mercado metodologias prontas achando que farão milagres. "Algumas lideranças chegam com um livro na mão e dizem 'aqui está o meu planejamento estratégico'. E esse livro se desdobra em quadros de missão e visão na parede do escritório e no site corporativo. Mas essas lideranças sabem para onde o negócio está indo? Como mensuram se esse caminho está sendo alcançado? E, mais que isso, as pessoas colaboradoras entendem o papel de cada uma para atingir os objetivos planejados?", questiona Lars Olsen, hacker da FOURGE. E ele mesmo garante: muitas vezes essa resposta é não.


O especialista da FOURGE explica abaixo os diferenciais de um planejamento estratégico que resolve um dos principais gargalos dessa ferramenta de negócio: o engajamento das colaboradoras no alcance das metas. Conheça a seguir:


1- Rituais colaborativos no início

O primeiro passo para um planejamento estratégico de sucesso é que a decisão por fazê-lo venha de cima para baixo, ou seja, das lideranças para as pessoas colaboradoras. Mas de forma alguma isso significa que a equipe não fará parte desse processo. "Esse é um dos erros mais comuns nas empresas: juntar os principais executivos, passar um fim de semana em Canela e voltar com o planejamento pronto. Se o time não participa desse processo de construção, não se vê ali, não entende seu papel no alcance dos objetivos e não se engaja", garante Lars.


Para mudar essa realidade, um dos primeiros passos de uma consultoria de planejamento estratégico da FOURGE é realizar encontros com as pessoas responsáveis por tornar realidade as ações e projetos. "A gente ajuda o time a entender o modelo de gestão, as metas, diretrizes e as perspectivas financeiras. Olhamos para proposição de valor, claro, mas esse valor precisa resultar em receita, em capital. É a premissa básica de qualquer negócio. Só que o envolvimento da equipe nesse processo faz com que ela enxergue exatamente qual a sua participação e entenda, por exemplo, que se os resultados não foram alcançados, ela não vai ter o PRL (Participação nos Lucros e Resultados) por conta disso”, exemplifica o hacker.


2- Envolvimento no meio

Com essa etapa de imersão concluída, é hora de entender o cenário do mercado. Aqui, Lars recomenda o uso de uma metodologia bastante conhecida: a análise SWOT, sigla que significa: strengths (Forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças). O modelo serve para avaliar aspectos como cinco ou seis variáveis de acordo com o perfil de cada empresa, por exemplo: como visão do cliente, regulação, concorrência, entre outros.


No caso da FOURGE, não é a consultoria quem obtém sozinha essas informações. Mais uma vez, as pessoas têm papel de destaque, por meio da formação de grupos para cada uma dessas variáveis, que trarão diferentes visões que podem impactar na análise SWOT. "A metodologia não funciona sozinha. Esse ponto de partida colaborativo, essa construção do ambiente é muito importante para que todos se sintam parte do planejamento estratégico. E aqui os hackers da FOURGE atuam fazendo provocações, instigando a pensar em cenários futuros, como se adequar ao cliente, entre outros pontos", destaca Lars.


3- Engajamento no fim

Após essas etapas, é a hora de definir as intenções estratégicas, concentradas em cinco ou seis macroindicadores que determinam os alvos e metas do negócio. É um caminho que, em geral, envolve somente as pessoas gestoras, mas que é crucial para o que vem a seguir: um momento mais filosófico em que se define a visão de futuro e a proposta de valor do negócio. Dessa forma, podem ser utilizadas outras metodologias conhecidas do mercado, como o Canvas. Porém, mais uma vez, é fundamental que o modelo seja usado em favor das pessoas, e não como um formato estanque que limita o pensamento criativo.


Em seguida, constroem-se as diretrizes, detalhando quais são as metas e a equipe responsável por cada uma delas - ou seja, quem são as pessoas que irão desdobrar em ações ou projetos a realização dessas metas.


Tudo isso é apresentado novamente aos times por meio de um mapa estratégico. E essa etapa é crucial para selar o engajamento do time. "Costumamos trazer gamificação para esse processo, porque é um jeito muito eficiente de criar essa sincronia com o que foi planejado. Em cliente nosso, por exemplo, fizemos um mapa do tesouro, com cada diretriz apresentada como uma ilha. E discutimos em conjunto o que era preciso fazer para conquistar o tesouro que estava em cada uma dessas ilhas", relembra Lars.


Comunicar é preciso


O hacker da FOURGE ainda destaca a necessidade de se manter uma comunicação constante sobre o planejamento estratégico no dia a dia do negócio, por meio de interações e, sempre que possível, trazendo aspectos lúdicos.


"Por exemplo, toda semana ou a cada 15 dias é preciso comunicar que tal meta foi atingida conforme o planejamento, ou divulgar a equipe que está cuidando de uma determinada meta e ir mantendo essa comunicação viva e relacionando todas as ações e projetos da empresa com o planejamento estratégico”, destaca Lars.


Dessa forma, o planejamento estratégico deixa de ser apenas uma frase que uma pessoa do time deve saber decor e passa a fazer parte do seu trabalho diariamente, com a compreensão profunda da colaboração de cada um para o sucesso do negócio.



Quer saber mais sobre o jeito FOURGE de fazer planejamento estratégico? Mande uma mensagem pra gente! . . . . . Descrição da imagem: grupo de pessoas distribuídas em mesas de trabalho, conversando e apresentando conteúdos diversos.

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