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Segurança da informação em Saúde deve ser princípio, e não complemento

  • camilagalvez24
  • 7 de nov.
  • 4 min de leitura

Vazamentos e ataques devem seguir em alta, segundo especialistas; saiba como a FOURGE Tech pode ajudar seu negócio a se proteger


Em Saúde, dados são vida. Prontuários, agendas, resultados de exames, autorizações e registros clínicos circulam por sistemas, APIs e equipes todos os dias. Quando essa informação vaza, o dano não é só financeiro: é reputacional, legal e humano. Por isso, a segurança da informação precisa deixar de ser um “adendo” e virar parte do núcleo de qualquer projeto tecnológico no setor.


O risco é real, e custa caro.


segurança da informação

Relatórios globais mostram que o setor de Saúde continua no topo das indústrias mais prejudicadas por vazamentos. Segundo o Cost of a Data Breach Report da IBM, a Saúde permanece como o setor com custo médio por incidente mais alto: na casa dos milhões de dólares por vazamento. 


No volume de incidentes, o setor também é um alvo privilegiado: o Data Breach Investigations Report (DBIR) da Verizon apontou milhares de incidentes na área médica em um único ano, muitos deles resultando em exposições de dados sensíveis. 


Aqui no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a atuação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) reforçam que tratar dados de saúde das pessoas exige cuidado redobrado. Não só porque a violação pode gerar multas, processos e obrigação de comunicar o incidente, mas também pelas consequências éticas ocasionadas para a instituição. 


E os especialistas são pessimistas em relação ao futuro: ataques por ransomware, exploração de cadeias de terceiros e uso de IA por atacantes devem seguir em alta. Relatórios recentes de mercado mostram crescimento de ataques mais sofisticados e maior foco em fornecedores e parceiros


Além do custo direto, vazamentos em Saúde podem expor informações biomédicas, diagnósticos sensíveis e condições clínicas que levam a graves danos pessoais, como discriminação, estigma e risco à segurança do paciente. Autoridades de Saúde têm publicado notas públicas repudiando vazamentos que expõem pessoas em situação de vulnerabilidade, e isso aumenta a pressão por respostas rápidas e robustas. 


Como pensamos na FOURGE Tech


Na FOURGE Tech encaramos segurança como requisito de produto e não como “camada a mais”. Todos os nossos projetos contam com a aplicação de controles em cada etapa do ciclo de vida: design, codificação, pipeline, operação e monitoramento. Gabriel Salla, nosso especialista em desenvolvimento de sistemas, resume bem a filosofia: “Desenvolvemos APIs seguras do começo ao fim. Segurança não é adicional, ela é parte do produto.” 


Alguns pontos práticos que adotamos (e que toda liderança de TI deveria exigir):


1. Segurança desde o desenho

Identificação e classificação de dados (PII- Personally Identifiable Information, ou Informações de Identificação Pessoal) e definição clara de base legal (LGPD). A ideia é alcançar a minimização, ou seja, coletar e armazenar apenas o estritamente necessário. “Antes de codar, mapeamos quais dados existem, qual a base legal e quais regras de acesso são essenciais”, diz Salla.


2. APIs e contratos seguros

Versionamento explícito (v1, v2) com política de descontinuação; OAuth2/JWT; rate limits; CORS restrito e timeouts. Tudo isso para garantir que nada sensível apareça em URLs ou mensagens de erro.


3. Pipeline que bloqueia erros

Validação automática do contrato OpenAPI no CI; análise de vulnerabilidades; quality gates que impedem builds inseguros de chegarem à produção.


4. Revisão de código com foco em segurança

Princípio do menor privilégio por rota/tenant; validação de entrada e uso de SQL parametrizado; logs sem dados sensíveis e com requestId para rastreabilidade.


5. Gestão de dependências e CVEs

Rotina para corrigir vulnerabilidades críticas, SBOM atualizado e segredos guardados em vault/keystore (nunca no repositório).


6. Pós-pentest e operação

Força-tarefa com SLA, retestes com evidências, métricas, alertas e auditoria de acessos; post-mortem sem culpa e lições aplicadas. “Pós-pentest é rotina por aqui: nós retestamos, documentamos e adicionamos controle até que a falha deixe de existir”, explica Salla.


Quer mais dicas de como garantir a segurança da informação aí no seu negócio em Saúde? Então confere a lista de boas práticas que toda governança deve exigir, segundo nosso especialista:


  • Inventário de dados por sensibilidade e propósito.

  • Políticas de acesso baseadas em papéis + revisão periódica.

  • CI/CD com testes automatizados de segurança (SAST/DAST), quality gates e validação de contratos.

  • Monitoramento em produção com alertas por anomalia e playbooks prontos.

  • Gestão de terceiros: contrato, avaliação de risco e testes de segurança em fornecedores.

  • Treinamento contínuo para times dev e operações (segurança como responsabilidade de todos).


Por onde começar?


Segurança não é um luxo nem um projeto pontual: é disciplina. Para organizações de Saúde, a exigência é ainda maior, juridicamente e eticamente. Investir em controles técnicos, processos e cultura é também investir em confiança: do paciente, dos médicos, dos reguladores e do mercado.


Se a sua liderança de TI ainda trata segurança como etapa final do projeto, três perguntas rápidas para fazer hoje ao time ou ao fornecedor:


  • Onde estão meus dados sensíveis e quem tem acesso?

  • Meu pipeline bloqueia builds vulneráveis automaticamente?

  • Tenho um plano de resposta com SLA e reteste garantido?


Sem respostas nítidas, o próximo incidente pode não ser só um problema técnico: será uma crise de confiança. Segurança prática, no dia a dia, é o que separa quem inova com responsabilidade de quem arrisca a reputação e a vida das pessoas.



Quer saber como podemos ajudar a garantir a segurança da informação no seu negócio?




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