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Open Health: colaboração e tecnologia para transformar a Saúde

Compartilhamento de dados entre organizações tem potencial para melhorar a prestação do cuidado, mas depende de avanços, especialmente quando o assunto é a interoperabilidade


Imagine um mundo no qual todos os dados referentes à saúde de uma pessoa ao longo de sua vida podem ser acessados por qualquer hospital, clínica ou operadora pela qual ela passe. Isso significa, por exemplo, que o histórico de exames e procedimentos de alguém que foi atendido em uma emergência durante uma viagem ao Nordeste ficará para sempre disponível para qualquer instituição de Saúde que essa pessoa procure quando regressar à sua residência no Rio Grande do Sul. Esse é o Open Health.


open health

O conceito tem tudo a ver com o setor de Saúde no qual a gente acredita aqui na FOURGE, ou seja, um setor que foca no cuidado à saúde e não somente na cura e tratamento de doenças estabelecidas. Nesse modelo, as pessoas autorizam o compartilhamento de suas informações de saúde entre as organizações com o objetivo de melhorar a prestação dos cuidados em saúde.


Na prática, isso significa, por exemplo, que não é necessário repetir exames ou lembrar prontamente do histórico médico quando há troca de profissional ou de unidade para atendimento. Outro exemplo: em caso de acidentes ou emergências, a equipe de saúde que prestar o socorro imediato não terá dificuldade para saber as condições de saúde ou eventuais alergias de uma pessoa. Baita ganho pra quem recebe os cuidados, né?


Só que as pessoas atendidas não são as únicas beneficiadas.


Não é à toa que muitas organizações brasileiras estão investindo no Open Health, em especial startups. O Distrito Healthtech Report 2022 aponta que o Brasil tem 1.023 startups da Saúde, das quais 28,44% são focadas em gestão e PEP e 12,46% em acesso. O relatório ainda destaca o sistema aberto de saúde como uma tendência a curto prazo para o segmento, justamente porque as healthtechs foram um dos pilares para a implementação do Open Health em outros países. Essas startups tiveram o papel de apoiar e oferecer ferramentas para a administração pública desenvolver programas e políticas nesse sentido.


O setor público por aqui também já se movimentou em relação à tendência e anunciou, no fim de 2022, uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com foco no modelo. O objetivo: estimular a concorrência e promover qualidade no acesso à contratação de planos de saúde aos mais de 49 milhões de beneficiários brasileiros. Na prática, a proposta é tornar o fluxo para portabilidade e contratação de planos mais ágil, eficiente e prático.


É fato que, no poder público ou privado, contar com dados das pessoas pacientes em mãos é fundamental para planejar melhorias, tanto de forma individualizada quanto para o público geral atendido. E tudo isso se traduz em agilidade para a realização de procedimentos, redução de custos, possibilidade de evitar riscos e agravos que geram despesas e, de forma geral, a realização, na prática, da chamada Saúde baseada em valor, que consiste justamente em prestar o melhor serviço exatamente com os recursos necessários para isso.


Pra tudo isso acontecer na prática, porém, será fundamental vencer alguns desafios, como a desconfiança natural do setor de Saúde em relação ao compartilhamento de dados e o desenvolvimento de plataformas e sistemas capazes de garantir a interoperabilidade necessária para esse compartilhamento. Nesse sentido, tecnologias como inteligência artificial, IoT, big data, entre outras, devem apoiar essa transformação da Saúde. Atualmente, inclusive, desenvolvemos um projeto de Open Health em parceria com a TOTVS que tem como objetivo construir toda arquitetura de dados e interoperabilidade necessária para o setor de Saúde.


Só que pensar apenas na tecnologia não basta.


Será fundamental, também, criar uma cultura data-driven, ou seja, transformar o modelo de gestão e de negócio na Saúde para que as pessoas façam com que os dados trabalhem a favor das outras pessoas. Nesse sentido, a TOTVS é nossa parceira porque, assim como nós, enxerga a necessidade de transformação do setor, colocando-se como protagonista nessa mudança.


É essa a missão que queremos assumir em conjunto: uma visão que une tecnologia e pessoas de forma a entregar mais saúde para mais gente.


Quer ajuda pra desenvolver um projeto de Open Health aí na tua organização de Saúde? Então fale com a gente!





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