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8 de março não é sobre flores. É sobre espaço, voz e futuro

  • há 1 dia
  • 5 min de leitura

Mulheres da FOURGE falam sobre trabalho, diversidade, liderança e tecnologia em celebração ao Dia Internacional da Mulher


Por Camila Galvez*


Todo ano, no dia 8 de março, o mundo inteiro repete o mesmo gesto. Parabeniza mulheres, distribui flores, publica mensagens bonitas nas redes sociais. 


Mas a história dessa data não nasceu de celebração. Nasceu de luta.


O Dia Internacional da Mulher tem raízes nos movimentos trabalhistas do início do século XX, quando mulheres passaram a se organizar para exigir direitos básicos que hoje parecem óbvios, mas que na época eram revolucionários. Jornada de trabalho justa. Direito ao voto. Condições dignas de trabalho.


Em 1910, durante a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, surgiu a proposta de criar um dia global para lembrar essa luta. Décadas depois, em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.


Mais de um século se passou desde então. E a luta continua.


O avanço que aconteceu. E o que ainda falta

O mundo mudou muito desde aquelas primeiras mobilizações. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), hoje cerca de 47% da força de trabalho global é composta por mulheres. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elas já representam mais de 44% das pessoas ocupadas no mercado de trabalho.


Mas presença não significa igualdade. As mulheres ainda ganham, em média, cerca de 20% menos que os homens no mundo, segundo a ONU Mulheres. No Brasil, essa diferença gira em torno de 19%, mesmo quando possuem níveis de escolaridade semelhantes ou superiores. Em áreas como tecnologia, a distância é ainda maior. Estimativas indicam que menos de 30% dos profissionais de tecnologia no mundo são mulheres.


Ou seja, o problema nunca foi capacidade. Sempre foi acesso, oportunidade e espaço.


Diversidade não é discurso. É inteligência de negócio

Nos últimos anos, cada vez mais empresas começaram a entender algo que deveria ser óbvio: diversidade não é apenas uma pauta social. É uma vantagem competitiva.


Pesquisas da McKinsey mostram que empresas com maior diversidade de gênero na liderança têm até 25% mais chances de apresentar desempenho financeiro acima da média do mercado. Times diversos tomam decisões melhores, inovam mais e entendem melhor a complexidade do mundo real.


E isso não acontece por acaso. Acontece quando as pessoas têm espaço para ser quem são.


FOURGE e diversidade


Na FOURGE, diversidade nunca foi uma pauta de marketing. Ela sempre foi uma consequência natural de uma cultura que valoriza gente antes de qualquer rótulo.



Quando eu entrei aqui, por exemplo, a realidade era um pouco diferente da atual: éramos apenas três mulheres no time. Hoje somos 18. O time cresceu, claro, mas esse crescimento também mostra uma preocupação real com diversidade, inclusive nos processos seletivos. Ainda mais quando falamos de tecnologia. A mensagem é simples: mulheres capacitadas precisam ocupar esse espaço. E esse movimento é bem visível dentro da FOURGE Tech, vertical que atua justamente em um dos mercados mais masculinos do mundo. E ali, quem está construindo esse caminho são as próprias mulheres.



Liderar também pode ser leve

Para Letícia Moura, da FOURGE Tech, liderança feminina não precisa reproduzir modelos rígidos que dominaram o mercado por décadas. Para ela, liderar também pode ser leve. "Liderança feminina, pra mim, é ser empoderada e inspiradora sem precisar impor nada. É conduzir com feminilidade e delicadeza, trazendo leveza para o ambiente. Porque, para as coisas fluírem de verdade, a liderança precisa ser leve."



Essa visão também aparece na forma como outras mulheres do time da Tech enxergam o papel da liderança. “Uma boa liderança feminina, no meu olhar, é saber conduzir as pessoas por um caminho estratégico e, ao mesmo tempo, oferecer espaço pro desenvolvimento individual dos liderados. A base é confiança, incentivo e direcionamento, sem perder as nuances e conexões que geralmente as mulheres tem como intuição”, garante Larissa Kusunoki. 


Marcelle Krampla acredita que liderança feminina combina firmeza e sensibilidade. "Para mim, liderança feminina é uma junção de competência, mérito, firmeza e inteligência com a capacidade de inspirar outras mulheres a reconhecerem a força e o potencial que existe em cada uma de nós, sem abrir mão da empatia e da humanidade."


Pois é. O desafio ainda existe. Mas o caminho também. Entrar em áreas dominadas por homens ainda é um desafio real para muitas mulheres. Mas isso não significa que elas não devam ocupar esses espaços. "Não tenham medo de não dar conta ou de trabalhar em equipes majoritariamente masculinas", diz Marcelle. "Mostrem seus valores, seu respeito e sua inteligência. A competência se constrói todos os dias."


Para Maira Curtinove, o ponto central é a empatia. "O que eu percebo nas líderes mulheres é, muitas vezes, uma capacidade maior de compreensão e acolhimento. Mas isso também é muito uma questão de perfil."








O futuro da tecnologia também é feminino

Mesmo com a baixa participação feminina na tecnologia, o movimento de mudança já começou. E ele passa por educação, incentivo e cultura organizacional. "Para termos mais mulheres na tecnologia, as empresas precisam fortalecer uma cultura de respeito, inclusão e igualdade de oportunidades", afirma Marcelle.


Maira complementa com um ponto essencial. "Para as meninas que têm vontade de aprender tecnologia, o importante é seguir essa vontade. Mesmo que a sala tenha muito mais homens do que mulheres."


Na prática, isso significa abrir espaço, apoiar trajetórias e incentivar novas gerações. Algo que Sofia Pantaleão sente na prática dentro da FOURGE Tech. "É um orgulho fazer parte de uma empresa que apoia e potencializa mulheres no mercado de tecnologia. A FOURGE dá espaço, protege e fortalece esse movimento. A gente já mostrou o que veio fazer aqui."





Uma sobe e puxa a outra

Para Paula Morel, CEO da FOURGE Human e única mulher sócia dentro do Grupo FOURGE, essa transformação também traz responsabilidade. "Eu acredito muito na frase que diz que uma sobe e puxa a outra. Como única mulher sócia e CEO do grupo FOURGE, sinto uma responsabilidade grande de ajudar a construir um espaço onde as mulheres não apenas sejam incluídas, mas respeitadas e valorizadas."


E ela lembra que diversidade também significa olhar para mulheres que historicamente tiveram ainda menos espaço. "Mulheres com deficiência, mulheres negras, indígenas, idosas ou LGBT ainda são frequentemente silenciadas na nossa sociedade. Precisamos abrir espaço para que elas também estejam aqui."


O ambiente certo muda tudo


Para Michele Marques, da FOURGE Consultoria, o diferencial nunca foi apenas o discurso. "Sempre tive liberdade para me expressar, ocupar posições de liderança e contribuir com aquilo que sei. A diversidade aqui sempre foi orgânica, nunca uma pauta forçada."


E quando o ambiente permite isso, algo poderoso acontece. "As pessoas deixam de ser apenas dados demográficos e passam a ser valorizadas pelo talento, pelas ideias e pelo que podem construir."


8 de março não é o fim da conversa

O Dia Internacional da Mulher não é um ponto de chegada. É um lembrete de que avanços aconteceram, mas que ainda existe muito caminho pela frente. E talvez a melhor forma de celebrar essa data não seja com flores. Talvez seja com algo muito mais poderoso.


Mais espaço.


Mais voz.


Mais mulheres construindo o futuro. Inclusive na tecnologia.



*Camila Galvez é jornalista na FOURGE e estudante de História. Uma sagitariana inquieta e cheia de perguntas, que traz em seus textos um olhar para o passado na tentativa de entender o presente e ajudar a construir o futuro


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