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Desenvolvimento de específicos na TI: saiba quando vale a pena

  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Muitas empresas gastam anos adaptando processos a sistemas que nunca foram feitos para elas. Saiba como podemos te ajudar a mudar essa lógica


Existe uma cena bastante comum dentro das empresas. Surge uma necessidade operacional importante, o time procura uma solução no mercado, contrata um software e, inicialmente, tudo parece resolvido. 


Desenvolvimento de específicos na TI: soluções feitas sob medida para as necessidades do negócio
Desenvolvimento de específicos na TI: soluções feitas sob medida para as necessidades do negócio

Então começam a aparecer as exceções. Uma planilha para complementar o processo. Um controle paralelo para acompanhar indicadores. Uma integração improvisada para conectar sistemas que não conversam entre si. Um procedimento manual para contornar uma limitação da ferramenta. Quando a empresa percebe, o software continua funcionando, mas a operação passou a girar em torno dele.


O problema é que essas adaptações raramente aparecem nos relatórios financeiros. Elas surgem na forma de retrabalho, baixa produtividade, perda de controle sobre processos críticos e dificuldade para evoluir o negócio. É justamente nesse ponto que muitas organizações começam a considerar uma alternativa: o desenvolvimento específico.


Nem todo problema exige um sistema novo



Jaíne Marin, especialista FOURGE Tech
Jaíne Marin, especialista FOURGE Tech

Antes de tudo, vale um esclarecimento importante. Desenvolvimento específico não significa criar software por criar. Na FOURGE Tech, ele é utilizado quando uma necessidade estratégica não encontra resposta adequada nas soluções disponíveis no mercado. Como explica nossa especialista Jaíne Marin: “Consideramos desenvolvimento específico toda solução criada para atender uma necessidade que não encontra resposta adequada em softwares de mercado, quando a regra de negócio, o processo ou o diferencial operacional do cliente é tão particular que não pode ser atendido por uma solução padrão sem comprometer eficiência ou estratégia.”


Em outras palavras, a questão não é substituir sistemas consolidados sem motivo. A questão é identificar quando as limitações da tecnologia começam a limitar o próprio negócio.


Existe um momento bastante nítido em que um desenvolvimento sob medida passa a fazer sentido. “Quando a empresa passa a adaptar seus processos para atender às limitações do software, e não o contrário, esse é o momento de pensar no desenvolvimento específico”, explica Jaíne.


Pode parecer um detalhe, mas essa inversão costuma gerar impactos relevantes. Processos deixam de seguir a lógica operacional da empresa para seguir a lógica da ferramenta. Atividades passam a ser executadas de maneira menos eficiente apenas porque o sistema não oferece alternativas. E, aos poucos, surgem controles paralelos que aumentam a complexidade da operação.


O que parecia uma solução acaba se transformando em uma limitação.


O desafio é ainda maior na Saúde


Se isso acontece em diversos setores, na Saúde o cenário costuma ser ainda mais complexo. Isso porque operadoras, hospitais e prestadores convivem com regras de negócio específicas, contratos diferentes, mudanças regulatórias frequentes e uma enorme quantidade de dados assistenciais, financeiros e operacionais. Nem sempre os softwares de mercado conseguem acompanhar essa complexidade. “No setor de Saúde, é comum encontrarmos necessidades relacionadas a regras de negócio específicas por produto ou contrato, integrações que utilizam formatos proprietários, modelos de remuneração diferenciados e frequentes mudanças regulatórias impostas pela ANS. Tudo isso cria fatores de complicação que, muitas vezes, não estão previstos no software padrão”, destaca a nossa especialista.


Além disso, muitas organizações precisam consolidar informações provenientes de diferentes sistemas para apoiar decisões estratégicas. Nem sempre essa integração acontece de forma simples ou eficiente.


Prós e contras


Quando se fala em desenvolvimento específico, é comum que a primeira vantagem lembrada seja a personalização. Mas os ganhos costumam ir muito além disso. Na prática, as organizações costumam observar maior aderência entre sistema e processo operacional, redução de atividades manuais, eliminação de retrabalho, menos dependência de múltiplas plataformas e maior autonomia para evoluir suas operações.


Outro benefício importante é a experiência dos usuários. Em vez de obrigar as pessoas a se adaptarem a fluxos genéricos, a solução é construída com base na forma como o trabalho realmente acontece. Isso reduz erros, acelera a adoção e aumenta a produtividade das equipes. Em alguns casos, processos proprietários que antes eram difíceis de executar passam a se tornar diferenciais competitivos relevantes para o negócio.


Mas existem riscos. Assim como qualquer investimento estratégico, um desenvolvimento específico também exige cuidados. Segundo Jaíne, a principal armadilha costuma estar na falta de planejamento. “Como qualquer investimento estratégico, o desenvolvimento específico possui riscos quando não há planejamento adequado. O principal deles é o escopo indefinido: quando os objetivos não estão claros ou mudam constantemente durante o projeto, custos e prazos tendem a crescer significativamente.”


Também são comuns problemas relacionados à documentação insuficiente, ausência de critérios claros de validação, dependência excessiva de pessoas específicas e arquiteturas que não foram planejadas para acompanhar o crescimento da empresa.


Por isso, o sucesso de um projeto não depende apenas da tecnologia utilizada. Depende principalmente da capacidade de entender o negócio e transformar necessidades reais em soluções sustentáveis.


Afinal, desenvolver é mais caro?


A resposta mais honesta é: depende da análise que está sendo feita. Se a comparação considerar apenas o investimento inicial, muitas soluções de mercado parecem mais econômicas. Só que essa essa conta costuma ignorar diversos custos que aparecem ao longo do tempo, como licenças recorrentes, customizações cobradas separadamente, integrações complexas, processos paralelos e perda de eficiência operacional.


Por isso, conforme a nossa especialista, a avaliação correta deve considerar o custo total de propriedade da solução e o valor que ela gera durante todo o seu ciclo de vida. “O desenvolvimento sob medida tornou-se mais rápido, mais acessível e, principalmente, mais estratégico. O custo de entrada diminuiu, enquanto a capacidade de gerar valor para o negócio aumentou.”


Também existe uma percepção equivocada de que um desenvolvimento específico substitui tudo o que a empresa já possui. E, na maioria das vezes, não é isso que acontece. ERPs, CRMs e sistemas especializados continuam desempenhando papéis importantes dentro da operação. O desenvolvimento específico atua como uma camada complementar, responsável por resolver processos estratégicos que as soluções de mercado não conseguem atender adequadamente.


Com o avanço das APIs, das plataformas low-code, da automação e da inteligência artificial, criar essas soluções se tornou mais rápido e acessível do que há alguns anos. A discussão, portanto, deixou de ser exclusivamente tecnológica. Hoje, ela é uma discussão sobre eficiência operacional, autonomia e vantagem competitiva.


Quer ajuda pra entender se o desenvolvimento específico é pro seu negócio?



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