top of page
Buscar

Previsão orçamentária não pode ser adivinhação

há 19 horas
4 min de leitura

Uma previsão orçamentária realista não depende de acertar o futuro, mas de entender o negócio, antecipar cenários e ajustar decisões no caminho. Saiba como fazer isso agora


Existe uma expectativa pouco realista quando o assunto é orçamento: a de que, se os cálculos forem bem feitos, os números previstos deverão corresponder aos resultados do fim do ano. Na prática, o mercado muda, os custos oscilam, surgem concorrentes, novas oportunidades aparecem e decisões estratégicas nem sempre são executadas como planejado. Tentar prever tudo com precisão é uma missão impossível. O verdadeiro desafio é construir uma previsão capaz de orientar decisões mesmo quando a realidade muda.



Previsão orçamentária: cofrinho e calculadora

Essa dificuldade não é exclusiva das empresas brasileiras. Em uma pesquisa da PwC publicada em outubro de 2024, 92% dos CFOs entrevistados afirmaram que fazer previsões financeiras precisas era um desafio, enquanto 46% consideraram essa dificuldade significativa. Já o relatório Global CFO Survey 2025, da FTI Consulting, apontou que 85% dos executivos financeiros pesquisados buscavam melhorar a precisão das previsões. Os dados mostram que, mesmo em organizações com estruturas financeiras maduras, antecipar resultados continua sendo um desafio.


Para Gabriel Gondar, sócio da FOURGE e especialista em planejamento estratégico, parte do problema está em tratar o orçamento como uma simples atualização dos números do ano anterior. “Esse tipo de previsão orçamentária com base no ano anterior chama-se orçamento incremental. É o mais utilizado pelos negócios, mas não necessariamente é o mais correto. Depende de uma série de coisas”, explica.


Não é que o método seja ultrapassado ou algo do tipo. Se a empresa pretende manter uma operação relativamente estável, por exemplo, o método incremental pode fazer sentido. Mas, quando há mudanças importantes no negócio ou no mercado, repetir a estrutura anterior e aplicar percentuais de crescimento pode esconder riscos e oportunidades. “A escolha do método precisa partir de um diagnóstico da realidade da organização, e não apenas daquilo que funcionou no último ciclo”, indica nosso especialista.


O melhor orçamento depende do momento

Existem diferentes formas de construir uma previsão orçamentária. Uma delas é o orçamento base zero, que parte da análise das necessidades e despesas, em vez de simplesmente reproduzir os valores históricos. Também é possível combinar métodos, aproveitando os dados anteriores para atividades recorrentes e aprofundando a análise nas áreas em transformação.


Imagine uma empresa que pretende lançar um produto, entrar em um novo mercado ou inaugurar uma unidade de negócio. Nesse caso, o histórico financeiro pode não ser suficiente para estimar investimentos, custos e receitas. O cenário muda ainda mais quando surgem fatores externos relevantes, como alterações regulatórias, novos concorrentes ou mudanças no comportamento dos consumidores.


A Reforma Tributária brasileira é um exemplo concreto. A transição prevê mudanças importantes a partir de 2027, incluindo a entrada em vigor da CBS e a extinção de PIS e Cofins, conforme o cronograma oficial. Dependendo das características da operação, essas alterações exigem que as empresas reavaliem premissas, impactos tributários e projeções financeiras, em vez de apenas aplicar um percentual sobre o orçamento anterior. “Não existe fórmula mágica para fazer orçamento. Existem vários métodos, mas qualquer um deles depende de um diagnóstico da própria empresa para entender qual faz mais sentido naquele momento”, afirma Gabriel. 


É por isso que a previsão financeira deve vir depois da construção do planejamento estratégico. Primeiro, a organização define onde quer chegar. Depois, calcula os recursos necessários para viabilizar esse destino.


O orçamento precisa acompanhar a realidade

Mesmo uma previsão bem construída não permanece válida automaticamente até dezembro. O orçamento precisa ser acompanhado e revisto à medida que os resultados aparecem e novas informações ficam disponíveis. Na FOURGE Gestão e Negócios, a recomendação é realizar revisões trimestrais, comparando o que foi planejado com o que efetivamente aconteceu e avaliando se as premissas continuam fazendo sentido.


Gabriel compara esse processo a uma viagem: “Vamos viajar, colocamos o destino no Waze e ele indica três horas. No meio do caminho, se tiver um acidente, ele recalcula a rota. Pode pegar uma estrada auxiliar, mas o fim continua o mesmo.” A analogia ajuda a entender que revisar o orçamento não significa abandonar a estratégia a cada dificuldade, mas ajustar o percurso com base nas condições reais.


Essas revisões também precisam envolver as lideranças e as áreas impactadas pelas mudanças. Se o desvio está relacionado às vendas, por exemplo, pode ser necessário reunir as equipes comercial e de marketing. Se há uma alteração tributária ou operacional, outras áreas precisam participar da análise. O financeiro fornece informações fundamentais, mas não deve tomar essas decisões isoladamente.


Além disso, um desvio significativo pode indicar que o problema não está apenas nos números. Se uma iniciativa estratégica não avançou como esperado no primeiro semestre, por exemplo, é preciso avaliar se faz sentido manter os investimentos previstos para o restante do ano ou se o direcionamento precisa ser revisto.


É nessa etapa que a previsão orçamentária deixa de ser uma planilha e passa a funcionar como instrumento de gestão. Ela permite antecipar riscos, redirecionar recursos, alinhar expectativas e apoiar decisões antes que os problemas se tornem maiores.


Na FOURGE Gestão e Negócios, planejamento estratégico e orçamento são tratados como partes de um mesmo processo, conectando objetivos, recursos e decisões à realidade de cada organização. Porque planejar não é prometer que tudo acontecerá exatamente como previsto. É construir clareza sobre onde se quer chegar, entender o que será necessário para isso e ter capacidade de ajustar a rota quando o cenário mudar.


Sua empresa revisa o orçamento para tomar decisões melhores ou só descobre no fim do ano o quanto se afastou do planejado? Se precisar de ajuda, clique aí embaixo e fale conosco.




Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
001.png
  • Branca Ícone Instagram
  • Branca Ícone LinkedIn
  • Branca Ícone Spotify

2020 © FOURGE | Todos os direitos reservados. 

Tecnopuc - Av. Ipiranga, 6681 - prédio 96D - Sala 124
Porto Alegre - RS
contato@fourge.com.br

​​

WhatsApp

51995306281

FG_simbolo_RGB-04 - Copia.png
bottom of page