Voltar ao presencial não é ir ao cinema

Negócios podem perder talentos caso não abram espaço para o diálogo, além de refletir sobre mudança de ambiente e sobre o real propósito de a equipe estar fisicamente no mesmo lugar


Foram dois anos de pandemia e, para muitos profissionais, home office. Agora que a vacinação contra a Covid-19 avançou significativamente e, com isso, o número de casos da doença caiu, é hora de voltar ao escritório, certo?

Nem sempre...


Ao menos 6% das pessoas pediriam demissão caso tivessem que voltar ao presencial o tempo todo. Outros 48% seguiriam a definição, mas procurariam emprego em paralelo. E 46% aceitariam voltar sem problemas. Os dados são de um levantamento feito pela Think Work, que produz conteúdos sobre recursos humanos, em parceria com a empresa de pesquisas Appus - e demonstram uma mudança profunda na forma como as pessoas se relacionam com o trabalho.

Deu para perceber que impor a volta presencial ao escritório todos os dias, como era antes da pandemia, pode fazer com que os negócios percam talentos. Muita gente não quer retornar ao “velho normal” por diversas razões. Pode ser que tenham mudado de cidade - não há pesquisas que indiquem um número aproximado, mas muitas pessoas migraram para o campo ou a praia durante a pandemia e o home office. Pode ser, ainda, que valorizem mais o convívio com a família, gastem menos com gasolina e alimentação, não precisem mais encarar horas em pé no transporte público para ir e voltar do trabalho, entre outros ‘X’ motivos.


O fato é que voltar a trabalhar todos os dias presencialmente é muito diferente de uma ida ao cinema. Não é porque já é seguro fazer ambas as coisas que elas podem ser comparadas.


O que fazer, então, para adaptar os negócios aos novos anseios das pessoas?


O primeiro passo é se conscientizar de que a imposição do retorno ao presencial é o pior caminho. Essa pode ser, inclusive, a chance de abrir um diálogo com a equipe para entender como foi o período do home office, o que foi bom e o que foi ruim e de que forma as pessoas veem o trabalho daqui para a frente.


Só que não adianta fazer pesquisa de clima e, depois, ignorar os resultados. O segundo passo, portanto, é levar em consideração o que se ouviu da equipe e mudar a forma como a empresa funciona. E não há caminho único, uma fórmula infalível que vai funcionar pra todo mundo. Seja 100% home office, ou everywhere office, como já está sendo chamado o trabalho remoto, seja híbrido ou presencial com adaptações, cada negócio precisará definir o modelo que melhor se adapta à sua realidade e àquilo que sua equipe deseja.


O terceiro passo é transformar o ambiente presencial. As pessoas precisam ver sentido em estar reunidas no mesmo espaço físico. É aquela máxima: se a reunião via videoconferência da pandemia poderia ter sido um e-mail, imagine então querer fazer o mesmo estilo de encontro de forma presencial. A possibilidade de dar errado é grande.


Estar lado a lado, portanto, precisa fazer sentido, ter significado, se transformar em um ritual que engaja as pessoas e cria com elas uma relação de propósito.


Se for só imposição baseada naquela falsa sensação de “controlar” o trabalho das pessoas, é bem provável que o negócio esteja caminhando para o lado errado.


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Onde começa o ambiente de trabalho que queremos? Descrição da imagem: card único em tons de laranja, lilás e branco, com imagem de várias pessoas enfileiradas, vestindo roupas sociais e com televisões no lugar das suas cabeças, trazendo a frase “Voltar pro presencial não é ir ao cinema”

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